Trepando aos ombros de um gigante

Simpatizo com Sir Isaac Newton (entre outros físicos) porque reparava nos pequenos detalhes à sua volta e fazia perguntas, à primeira vista, parvas. Nenhuma maçã lhe caiu na cabeça mas alguma maçã que caiu no chão, de forma perpendicular como todas as outras, deu-lhe fome no espírito. Quis saber mais e foi à procura de respostas. Declarou no fim que, se viu mais longe, “foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”.

Também quero ver mais.

Sou uma portuguesa de 37 anos e vivo em Lisboa. Gosto muito de correr nos trilhos, não gosto assim tanto de competir. Participo em provas porque a organização tem a gentileza de marcar o percurso e no fim os meus filhos acham que eu sou a maior. No caso do UTAT, a prova(ção) consiste em 105 km de distância, com 6500 metros de desnível positivo. No meio de um nada cujo ponto mais alto ultrapassa os 4000 metros de altitude. Tudo no UTAT será um desafio maior do que aquele que alguma vez pensei enfrentar.

Um objectivo com estas características não se aborda de improviso. Este espaço foi criado como bloco de notas da preparação para a prova. Faz-me falta arrumar as ideias. Tenho deixado a corrida crescer na minha vida um bocado como as ervas daninhas. Se quero que esta colheita dê frutos, tenho de fazer as coisas com pernas e cabeça. Se mais alguém tiver interesse em ler e comentar, é muito bem-vindo.

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2 thoughts on “Trepando aos ombros de um gigante

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