Porquê o UTAT 2016, agora a sério

Era a sério.

Está bem, por que é que depois pensei no assunto e ainda achei que era boa ideia? Essa história é mais longa.

Corro há 20 anos, desde que o aquecimento de corrida entre a doca de Sto. Amaro e a Torre de Belém fazia parte dos treinos de remo. Durante mais de uma década corri só em estrada, sozinha, sempre treinos de uma hora, duas a três vezes por semana.

Ainda no século passado fiz uma meia-maratona que correu muito mal, desidratei imenso e não soube gerir o esforço. Há 3 anos corri a maratona de Lisboa, e correu bastante bem tendo em conta que tinha estado 6 semanas parada por lesão.

Em Março de 2014 estive na Costa Rica, onde atravessei aquelas que são certamente das florestas mais belas do planeta. Regressei a casa com sede de trilhos e mandei a estrada dar uma volta. Desde então, tenho vindo a aumentar a distância e a dificuldade das provas em que participo. Este era o ano em que sonhava passar a marca dos 100 km. Devia ser numa prova mais acessível? Provavelmente. Os psicólogos sociais dizem que a satisfação advém da conquista de metas só tangencialmente acessíveis. Ou seja, a abordagem macgyveriana é a que nos dá mais gozo. A única coisa que me mantem realmente a correr é o gozo. Podia mentir e dizer que era o desejo de ficar com uns belos glúteos, simples teimosia, um ideal de vida saudável ou os empurrões que apanho de quem me ultrapassa. Mas é o gozo. E correr no Atlas só pode dar um gozo brutal.

 

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