O combustível

A importância da alimentação para a preparação de uma prova extrema tem a ver com a energia disponível mas também com a capacidade que temos de regenerar e melhorar o desempenho. É uma questão do dia-a-dia e de longo prazo. Há muitos dados contraditórios sobre esta matéria. Ainda que seja importante informarmo-nos, não há nada como a experiência do que funciona para o nosso corpo e ao longo do tempo.

Sem conhecimento sobre nutrição, acho que como relativamente “bem”. Pelo menos tenho boas maneiras à mesa 🙂 A alimentação, como tantas outras coisas, é o consenso possível na nossa vida concreta. Gostava de ingerir só produtos biológicos, de ter alguém que me preparasse pratos saborosos e nutritivos. A realidade é que cozinho para 4 pessoas com gostos diferentes e há um orçamento que não é elástico.

Posso sempre melhorar a qualidade do que ingiro. Já a quantidade deve andar adequada ao meu gasto calórico. Se olharmos às tabelas de IMC, estou ligeiramente abaixo do peso normal. Essas tabelas podem ser enganadoras porque não têm em conta a distribuição do peso dos ossos, músculos e gordura. A percentagem de gordura corporal está baixa para uma mulher da minha idade mas pode baixar mais para uma atleta das minhas aspirações. Uma das coisas que ajuda a ganhar resistência e velocidade é carregar menos peso, sobretudo de for o peso morto da chicha. As mulheres têm de ter alguma gordura para garantir o regulação hormonal mas tenciono “secar” o máximo possível até à prova. Desde Janeiro, perdi cerca de 1,5kg, traduzido em 6-8% de massa gorda. Como? Comendo aquilo que me faz bem, que me sabe bem, quando me sabe bem.

Treino de madrugada, em semi-jejum. O meu corpo está habituado a ir buscar energia ingerida no dia anterior e não preciso de mais para treinos até uma hora de duração. Duas bolachas integrais e um copo de água e estou na mata.

Logo após o treino de corrida tomo um bom pequeno-almoço. Tenho dificuldade em favorecer alimentos com proteína de origem animal por isso tomo um batido proteico além do pequeno-almoço “normal”.

A meio da manhã como qualquer coisa leve, uma gelatina e uns frutos secos.

Almoço o que sobrou do jantar.

Lancho fruta e pão ou bolachas de cereais.

Janto normalmente, favorecendo as leguminosas, os vegetais, o peixe e a carne em quantidades apropriadas.

Bebo cerca de 2 a 3 litros de água por dia.

É isto. Não como nada depois das 20h e não tenho fome à noite. Quando me apetece, como doces e bebo habitualmente um copo de vinho ao jantar. Há pouco tempo estive uma temporada sem ingerir açúcar nem bebidas alcoólicas. Foi aí que perdi mais massa gorda. Aliás, desconfio bem que o Prosecco em abundância com que me hidratei nestes dias em Roma contribuiu bastante para as dores que estou a sentir nas articulações. Voltarei a um regime monástico em Setembro mas agora prefiro não ser tão restritiva.

Suplementos? Não tomo nada. Para já não sinto falta.

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