Pelos trilhos da Rocha da Pena

A duas semanas do UTSF2016, o fim-de-semana que passou era a altura certa para o treino-chave de preparação. Queria-se desnível e a simulação possível das condições da prova. Se a Freita consiste em subidas e descidas com pedra solta, sol q.b. e muito matagal para arranhar as pernas, missão cumprida.

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Não, por aqui não há saída. Volta para trás.

No ano passado tinha feito um treino sozinha para aqueles lados, mas saindo de Benafim. Este ano ia juntar-me ao grupo que sairia de Salir, por isso acabei por chegar mais tarde do que planeava, cortando nas quatro horas previstas. Parti sozinha em direcção à Rocha da Pena mas tive dificuldade em encontrar trilhos transitáveis, estava tudo cheio de mato e invariavelmente voltava para trás, acabando por correr muito em alcatrão nessa parte do treino.

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Querias sair do alcatrão? Toma lá calhau.

Terminado o aquecimento, juntei-me ao grupo junto ao complexo desportivo de Salir. As indicações foram dadas, começámos a subir e eu deixei-me ficar para trás a fazer as rampas a trote pachorrento. Não tardou muito que me perdesse do grupo. Sem pastor, sou pior que gado caprino. Da primeira vez, o desgraçado do rapaz da organização do UTRP ainda me foi descobrir. Da segunda vez, adeuzinho e toma lá um queijo. Percebi que não devia ser por ali quando fiz uma subida tão empinada, tão empinada, interminável, que os dois pobres coitados que se lembraram de me seguir já nem falavam. Perco-me mas faço sempre amigos na desgraça. É claro que descer aquilo tudo foi muito pior, parecia que estava a fazer patinagem no gelo. Em muitas zonas o piso era de cascalho solto e era impossível manter uma passada estável, a única solução era a derrapagem controlada. Até ao momento em que se descontrolou e dei uma valente queda, sobre o cotovelo e o ombro. Felizmente sem mais mazelas do que umas nódoas negras e umas esfoladelas.

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Estão a ver ali o caminho à esquerda que de repente desaparece? É a descida.

Perante o ar desanimado dos meus companheiros de perdição, sugeri accionar o modo back to start do GPS. Mesmo assim perdi-me numa viragem 🙂 Lá chegámos, uma lisboeta toda contente com a manhã passada a ver as vistas para as terras de sua mãe e dois algarvios bastante marafados por não terem conseguido completar o percurso do grupo. Com esta brincadeira toda, não consegui registar a totalidade do percurso. Foi uma bela volta e agora é tempo de começar a desacelerar, a ver se não agravo a dor no bícepe femoral, que teima em não passar por completo.

Percurso Rocha da Pena 11Jun16
Primeira parte, para Oeste. Segunda parte, para Nordeste. Terceira parte, para onde Deus quis, sem registo.
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