Pelos trilhos do Alto Minho

Esta última semana de férias foi passada de visita às minhas raízes minhotas e galegas. Antes da viagem fiz uma avaliação física que incluiu as medidas de composição corporal, aquilo estava tão bonitinho que é melhor nem pensar no que se seguiu ao nível dos berberechos e mais a broa, o polvo grelhado, pimentos de Padrón, alvarinho, revueltos com espargos, morcela, rojões, farturas, francezinhas, arroz de marisco, costelinhas, enfim, fiquemos por aqui. Vamos acreditar que os 70 km com 1600 D+ que andei a palmilhar de entremeio ajudaram a desmoer qualquer coisa.

A zona onde andei a dar à perna fica no distrito de Viana do Castelo, entre encosta Oeste da Serra d’Arga e o Monte de Santa Luzia. É uma pequena maravilha para qualquer praticante de trail que queira apanhar um pouco de tudo: ele é subidas pica-miolos, ele é trilhos técnicos, estradão para descidas ziguezagueantes, penedos de granito, cursos de água, matagal arranha-pernas, you name it. A vista é deslumbrante, como podeis ver

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Vila Praia de Âncora e a Galiza, lá ao fundinho

E, ainda para mais, tive a sorte de apanhar condições meteorológicas perfeitas. Assim, deu para alternar treinos de desnível

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No cimo do Penedo da Saudade

Com treinos de recuperação junto ao rio

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Ribeira de Âncora

E ainda deu para fazer escadas

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Escadório de Santa Luzia, a dar um bigode às Escadinhas da Liberdade

Fazer equilibrismo em aquedutos

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Arcos do Fincão

E espreitar os garranos no seu habitat natural.

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Algures para os lados de Carreço – onde está o garrano?

Um festival de trilhos quase sem me perder – com a montanha de um lado e o mar do outro, este é o local perfeito para os desorientados crónicos como eu se aventurarem por caminhos desconhecidos.

Posto isto, estou com as pernas completamente massacradas mas acho que não estraguei nada. Foi uma excelente semana de treinos, que termina hoje com um nocturno na Arrábida. Na próxima semana haverá trabalho cirúrgico e muita aposta nos alongamentos. Depois é tempo de afinar o material e pintar as unhas. Caramba, de repente a prova está mesmo aí à porta.

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